quinta-feira, 7 de maio de 2026

Cada peça importa! Atendimento Psicopedagógico SR





O psicopedagogo atua realmente como um detetive cognitivo e emocional.
 O foco não é apenas o "não aprender", mas investigar as causas subjacentes: se
 são questões biológicas, emociona
  • Olhar Investigativo: Cada detalhe — um rabisco no caderno, a forma como a criança segura o lápis ou o silêncio diante de um desafio — é um dado valioso para entender como o sujeito processa o mundo.
  • Mapeamento de Percurso: Ao olhar para as etapas de desenvolvimento (Piaget, Vygotsky), o profissional identifica onde o "fio da meada" se soltou, permitindo reconstruir o caminho da aprendizagem.
  • Valorização das Perdas: Entender as lacunas e falhas não como fracassos, mas como indicadores de onde a base precisa ser reforçada para que o indivíduo ganhe autonomia.
É, essencialmente, uma profissão que humaniza o processo de aprender, transformando dificuldades em degraus.
 Silvia Rossine -
Olhar Psicopedagógico
Instagram 
@olharpsicopedagogicossr


Reforço Escolar e Avaliação Psicopedagógica

Não, reforço escolar e avaliação psicopedagógica são processos bem diferentes, embora ambos busquem ajudar no desempenho do aluno.

Enquanto o reforço foca em "o que" o aluno deve aprender (o conteúdo), a psicopedagogia foca em "como" e "por que" ele não está aprendendo

Aqui estão as principais diferenças:

1. Reforço Escolar (Foco no Conteúdo)

O objetivo principal é ajudar o aluno a acompanhar a matéria dada em sala de aula.

O que faz: Revisa conteúdos específicos (como frações ou gramática), ajuda com lições de casa e prepara para provas.

Quando buscar: Quando a criança perdeu aulas, mudou de escola ou tem uma dificuldade pontual em uma disciplina específica.

Quem faz: Geralmente um professor da disciplina ou um pedagogo.

2. Avaliação Psicopedagógica (Foco no Processo)

É uma investigação profunda sobre como o indivíduo constrói o conhecimento.

O que faz: Analisa aspectos cognitivos (memória, atenção), emocionais e biológicos que podem estar travando o aprendizado. Busca identificar causas raízes e possíveis transtornos, como TDAH ou dislexia.

Quando buscar: Quando a dificuldade é persistente em várias matérias, mesmo com reforço, ou quando há desmotivação e problemas de comportamento ligados à escola.


 

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Tempo . Priorize com amor !




Vivemos assim, entre relógios desumanos, sem trégua, horas marcadas na agenda, compromissos infinitos, correrias, responsabilidades a serem  cumpridas ....
Dividindo "nosso tempo" tão valioso, vamos; tentando nos adaptar aos imprevistos, sem conseguir muitas vezes perceber pequenos detalhes, que nos rodeiam, sejam eles: olhares, gestos, sorrisos tímidos, pedidos  "mudos"; de : - Oi! Estou aqui!
Sim,  batalhar,  correr  atrás dos sonhos, do pão de cada dia é necessário. Por mais que esta divisão do "nosso tempo" seja  tão injusta  com quem amamos,  só nós sabemos da imensa  saudade de não estarmos mais presentes, ainda no presente do dia;  que nos foi presenteado. Não temos todas as respostas, o que temos e esta imensa vontade de acertar e oferecer sempre o melhor á eles a nós, merecemos ... 
Tanto esforço, mas sem ser alarmista, quanto tempo temos ... 
Prioridades se acumulam, se misturam com necessidades muitas vezes supérfluas, sem a emergência real do momento. Perfeita a citação de Eclesiastes, que nos direciona a uma reflexão mais aguçada do nosso relógio humano.    
 tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;tempo de chorar e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de afastar. Há tempo de procurar e tempo de perder; tempo de economizar e tempo de desperdiçar; tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. Há tempo de amar e de odiar; tempo de guerra e tempo de paz.

Sim ! O tempo voa e a única forma Somos capazes de criarmos inúmeras maneiras de nos fazermos presentes de forma simples, afetiva, marcante , inesquecível...temos de encararmos de frente esta pura verdade é priorizando com amor nossa agenda.








 Nossos pequenos sabem , vivenciam todo nosso esforço por eles, mas , nenhum presente, viajem, desculpas irá preencher o imenso vazio da falta de comunicação  de "atenção" seja ela como for...
Crie a sua forma  a sua fórmula !!! 
                                                                                                                                              






Jean Piaget


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Atividades para trabalhar dislexia

Atividades para trabalhar dislexia

exercícios silábicos Awareness
  • Segmentação silábica : Peça-lhe para nos dizer quantas sílabas tem uma palavra. Exemplo: Quantas sílabas a palavra espirais? "Es-pi-ra-les" = 4
  • Omissão de sílabas : Peça-lhe para saltar uma determinada sílaba.Exemplo: O que seria deixado se a palavra "espiral" tomamos a segunda sílaba. "Esrales"
  • Substituindo sílabas : Peça-lhe para substituir uma determinada sílaba da palavra por outra que damos. Exemplo: Substitua a segunda sílaba da palavra "Spiral" pela sílaba "bu". "Esburales".
  • Encontrar sílabas escondidos por via oral . Exemplo: Nós pedimos que você nos diga a sílaba oculto ou peça que faltava na palavra "Fri-rifico" e teria de responder "go".
  • Identificar qual sílaba é repetida em duas palavras diferentes .Exemplo: Qual peça soa a mesma no saguão e plana? "Pla".
  • jogos de tipo I Spy ou série de palavras através de sílabas .Exemplo I espiar um pouco de algo que começa com o "pla" peça ou cadeia tipo palavras "elenco, laço, raposa, roupas, pomba ..."
  • Exercícios encomendar sílabas para formar palavras: Classifica as sílabas para formar uma palavra, "lla - tor - você" / "omelete".
  • Exercícios palavras completas com sílabas . Exemplo: Cara__lo, você deve digitar "I".
exercícios de consciência fonêmica
  • segmentação de fonema : Peça-lhe para nos dizer como muitos sons têm uma palavra. Exemplo: Quantos têm a palavra soa espirais? "Espirais" = 9.
  • Omissão de fonemas : Peça-lhe para saltar um determinado som.Exemplo: O que seria deixado se a palavra "espiral" tomamos o segundo som, ou o som / s /. "Epirales".
  • Substituindo fonemas : Peça-lhe para substituir um certo som de uma palavra diferente do nosso. Exemplo: Substitua o segundo som da palavra "Spiral" pelo som / r /. "Erpirales".
  • Encontre os sons escondidos . Exemplo: Nós pedimos que você nos dizer o fonema som oculto ou ausente na palavra "Es-irales" e teria de responder / p /.
  • Identificar qual o som é repetido em duas sílabas ou palavras diferentes. Exemplo: O som ou fonema soa a mesma na medida e Flo? / F /, e na castanha e do cotovelo? / K /.
  • Exercícios discriminação auditiva de sons . Exemplo: Nós damos várias imagens, objetos ou imagens e pedimos que cercam aqueles que carregam o som / l /.
  • Jogos Tipo I Spy através de sons . Exemplo I espiar um pouco de algo que começa com o som / p /.
  • Grafemas exerce a fim de formar palavras : Classifica as seguintes letras para formar uma palavra, "lp para iz" / "lápis".
  • Exercícios palavras completas com grafema . Exemplo: Cara_elo, você deve digitar "m".
  • Ditames de sons : Exemplo; fazemos um som ditado, onde você tem que adivinhar a palavra está nomeando, também podemos dizer ao filho / a nos dizer os sons que compõem uma determinada palavra. Exemplo: Que palavra eu nomeei? / P / / e / / l / / o / / t / / a /. O nome das letras, mas o som de cada grafema não é dito.
Consciência exercícios lexicais
  • Mentalmente contar as palavras em uma frase : Quantas palavras diferentes são na frase: "Meus amigos vêm em casa hoje à tarde"? 9 palavras.
  • Ir uma determinada palavra em uma frase : O que seria deixado se remover a terceira palavra de oração: "Meus amigos vêm em casa hoje à tarde" / "Meus amigos em casa hoje à tarde."
  • Substituir uma determinada palavra em uma frase : O que seria deixado se que substitua a terceira palavra da frase com a palavra "sol";"Meus amigos sol casa hoje à tarde."
  • frases escritas separadas em palavras . Exemplo: separada com rayitas as palavras desta oração: "Misamigosvienenhoyacasaporlatarde".
  • Escrever frases com um determinado número de palavras que dão qualquer instrução prévia. Exemplo escrever uma frase com 8 palavras com o binômio "noite fly"; À noite eu vi um pássaro voando azul. "
compensatória exercícios de ortografia, palavras e rimas
  • Exercícios soletrar palavras : Como os ditames de som pode fazer jogos de ortografia para trabalhar em nome das letras, mesmo para os disléxicos é mais importante para trabalhar o som de grafema que o nome das letras.
  • Rima atividades : encontrar duas palavras que rimam com fotos, fazer grupos ou duplas de palavras que rimam, propostas fim rima com a palavra final, etc ...
letras tipo jogos do Scrabble e palavras cruzadas e quebra-cabeças também ajudar a melhorar a consciência fonológica indiretamente.
Exercícios orientação visual e discriminação de símbolos e grafismos.(Suplementar)
  • discriminação visual de sílabas ou grafemas : Exemplo você escrever várias sílabas ou letras ( em linha com o que estamos trabalhando no momento ou em que se observa maior dificuldade) e pedir-lhe paraencontrar e círculo da nomeação de nós para ir.
  • Encontre o grafema, sílaba ou palavra igual ao do modelo entre outros visualmente semelhantes, com orientação diferente ou estrutura silábica.
Discurso atividades de terapia e exercícios para melhorar o nível de leitura em disléxicos.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Jogo dos Rabiscos de Winicott

“Os olhos, os ouvidos e a língua vêm antes da mão. Ler vem antes de escrever e desenhar antes de traçar as letras do alfabeto”. (MAHATMA GANDHI)




Winnicott - Principais Conceitos

O objetivo desse vídeo é introduzir alguns conceitos da teoria sobre importância e efeitos do cuidado materno de Donald Woods Winnicott. Pediatra e psicanalista inglês, é descrito por muitos autores como um divisor de águas na psicanálise, por conta da contribuição que seu trabalho teve no surgimento de um novo paradigma metodológico voltado à assistência psicológica infantil.






Técnica dos Rabiscos Winicott

    .
A técnica dos rabiscos é uma prova relativamente fácil e apelativa, fundamentada no Jogo dos Rabiscos de Winicott, que permite analisar o pensamento da criança a partir da sua projeção perante um conjunto de traços (rabiscos) aparentemente sem significado.



O Jogo do Rabisco caracteriza-se como uma técnica que, tal como qualquer brincadeira, está fundamentada na concepção de espaço transicional, permitindo o acesso a conflitos e angústias, demonstrando ser um instrumento adequado no atendimento de crianças e adolescentes.

Esta técnica se diferencia pela liberdade de ação e ausência de normas fixas, o que é próprio das brincadeiras das crianças, contrastando dessa forma com os jogos estruturados por sistemas de regras.

Winnicott utiliza este jogo como técnica de comunicação com a criança. O psicopedagogo e o aluno (paciente) executam, alternadamente, traços livres; cada parceiro deve modificar o rabisco do outro à medida que for sendo realizada a tarefa.

O Jogo do Rabisco é apenas uma maneira de entrar em contato com o paciente pelo uso do lápis e papel.

Podemos dizer que os dois, psicopedagogo e paciente, vão realizar no espaço potencial, através do gesto criativo - o rabisco que se transforma em imagem e depois em discurso.

Ao mesmo tempo em que o rabisco possibilita um diagnóstico do caso, a técnica se constitui no processo.

As instruções de jogo são muito simples e deixam a criança em liberdade:
“- Faço um rabisco e você o modifica; depois é sua vez de começar, e sou eu que vou modificá-lo."
Esta técnica, na verdade, é recriada com cada criança, indo de acordo com o seu jeito de ser, deixando que o paciente componha a situação segundo o seu estilo de vida, imaginação, desejos, fantasias e emoção.

Este instrumento, diferente dos testes e técnicas projetivas, pois não cria na criança a sensação de que está sendo avaliada, mas é só mais um recurso que pode ser utilizado conforme as necessidades de um determinado paciente e o tipo de atendimento que se pretende estabelecer.

O Jogo do Rabisco é, portanto um instrumento que proporciona o mergulho do psicopedagogo e paciente num espaço compartilhado, onde a confiança poderá ser mais forte, auxiliando a criança na perspectiva de ter condições para alcançar seu potencial de desenvolvimento.

Aproveitamos e colocamos outras estratégias que podem ser utilizadas pelo psicopedagogo no trabalho de diagnóstico ou atendimento.


1. Desenho Espontâneo – Sem proposta temática

Objetivo: O desenho espontâneo propicia conhecer o universo simbólico, temático e conceitual da criança.

As atividades de desenho espontâneo são realizadas com uma dupla finalidade:

a) para que a criança experimente de modo criativo a linguagem expressiva sem a intervenção do adulto.

b) para que o professor observe, acompanhe e estimule o desenvolvimento gráfico de seus alunos.

2. História do desenho

Acompanhar a criação de um desenho espontâneo pela criança e depois incentivá-la a contar a história do seu desenho.

Objetivo: Investigar as relações que a criança estabelece entre os símbolos gráficos e seus significados, sua interpretação dos grafismos, e os vínculos que ela cria entre as formas desenhadas.

3. Desenho da história

Selecionar histórias pequenas, com a temática do interesse das crianças, na sua faixa etária e relacionada com as suas vivências, permitindo a identificação.

Objetivo: Reconstruir, através do desenho, a história contada, estabelecer relações entre suas vivências, o referente (a história lida) e a sua representação no desenho. Ao desenhar, cada criança faz um recorte da história de acordo com seus interesses.

4. Desenho de vivências

O desenho como registro de experiência é uma atividade que possibilita documentar experiências, pensamentos, alegrias, perdas, enfim, tudo que é significativo. É enriquecedor do repertório gráfico, por referirem-se às mais diversas situações.

Objetivo: Estabelecer relações entre a leitura real com o desenho e registrar as experiências.

5. Jogo dos rabiscos

Este jogo é realizado entre duas crianças em idades semelhantes. Um jogador faz uma figura e o outro faz outra, de modo que n cena desenhada, haja uma interação entre as formas. Pode ser chamado assim diálogo gráfico.

Requer invenção e fantasia, e durante a criação das formas cada um vai dizendo o que acontece e o que acontecerá no desenho.

O jogo dos rabiscos consiste em dialogar graficamente, sendo que a criança faz um traço e a outra o completa dando sentido ao rabisco, assim sucessivamente.

Objetivo: Criar um espaço de relações, de comunicação e de experiência de interação entre as crianças e as formas.

6. Desenho de observação

O desenho de observação é realizado na presença de objetos significativos para as crianças (brinquedos...) ou imagens, elementos da natureza ou cenas escolhidas pela criança em livros de histórias, em revistas, em jornais, desenhos de TV, etc.

Objetivo: Transformar a imagem observada em registro desenhado, fazer a transposição de objetos tridimensionais ou bidimensionais para uma linguagem gráfica. Desenvolver a interpretação.

7. Reunião das partes

Criar uma cena com recortes geométricos de formas simples.

A criança brinca com o material, explorando-o e depois é convidado a registrar em desenho a cena criada.

Objetivo: Observar as correspondências e as transformações, a interpretação em desenho e estabelecer um diálogo com a criança, incentivando-a a comentar o que percebem.

8. Jogo gráfico

Desenhar diferentes tipos de figuras, animais e objetos. Escolher o objeto que a criança já conhece e experimentou.

Objetivo: Ampliar número e variedade de objetos desenhados, formas e cenas do cotidiano que aparecem pouco trabalhados, expressando suas concepções acerca da relação objeto-símbolo gráfico.

9. Leitura da sua produção

Realizar a leitura de maneira informal e flexível, formulando perguntas acerca do conjunto de seus desenhos.

1. Mostra quais os desenhos que você fez quando começamos a nos reunir e quais fez por último. É esta a ordem? Por quê?

2. O que desenhou? (Levar a criança a descrever o que observa.)

3. Esses desenhos são iguais? (Comparar alguns desenhos iniciais com os últimos feitos.)

4. O que muda de um desenho para outro? Por que será que o desenho muda?

5. Como se aprende a desenhar?

Estas são sugestões de perguntas.

Basicamente deve-se conduzir a conversa pedindo que a criança fale sobre seus desenhos, explicando o que desenhou, quem aparece no desenho e o que acontece na cena gráfica do desenho.

10. Leituras de Obras de Arte

Escolher reproduções de obras de arte significativas e que possuem similaridade de vocabulário e do repertório com a linguagem gráfica das crianças. O vocabulário diz respeito ao tipo de linha, texturas, pontos, planos de que o sujeito se vale para criar suas formas. O repertório relaciona-se ao tema e às categorias de objetos que são desenhados.

Organizar as imagens em conjuntos segundo suas similaridades ou diferenças temáticas, de tratamento e expressividade.

Objetivo: Ampliar o universo visual e estético, a observação, a percepção de semelhanças e diferenças, desenvolver o vocabulário, associar, relacionar e desvelar idéias.

Questões propostas:
1. O que se pode ver neste trabalho?
2. Que cores ele tem?
3. Ele lembra algo bom, triste, divertido...? Por quê?
4. Você gostou deste trabalho? Por quê?
11. Por onde vai?

Objetivo: Noções de espaço, deslocamento, direção, representação gráfica.

Material: Caixas, folhas de jornal, papel para desenhar, lápis.

Atividades:

Colocar os obstáculos alinhados, simulando quarteirões de uma cidade.

Uma criança percorre as ruas, dobrando, seguindo em frente, enquanto as outras colocam-se no chão, diante das folhas, traçam o percurso que observaram.

Cada criança desenvolve, por sua vez, o caminho que preferir.

12. Abrindo caminhos

Objetivos: Noção de espaço, coordenação, representação gráfica, superfície plana.

Material: Corda, barbante grosso, folhas de papel, giz de cera.

Atividade:

Com a corda, todos juntos formam um pequeno caminho.

Desenhar nas folhas o caminho feito.

13. Sinaleira

Objetivo: Identificação das cores, regras, coordenação.

Atividade:

Verde: As crianças avançam e se movimentam livremente, imitando o som de carros e ônibus.

Vermelho: Parando, desligam o motor (silêncio).

Amarelo: Dão arrancada e se movem no mesmo lugar.

14. Brincadeira dos opostos

Objetivo: Representação mental, indicação de diferenças, vocabulário

Atividade:

Elencar contrastes, montar uma história onde cada participante acrescenta um novo elemento, exatamente oposto ao anterior.

15. Rios abertos

Objetivo: Noções de espaço, representação gráfica.

Material: Folhas de jornal ou outro papel, giz de cera.

Atividade:

As crianças desenham rios fazendo diferentes traçados. Recortar, separando em duas partes.

Desenhar a paisagem em ambos os lados do rio.

Após navegar pelo meio, juntando todos os rios abertos.

16. Desenho com obstáculos

Objetivo: Noção de figura/fundo, eliminar traços estereotipados, limites.

Material: Bloquinhos de madeira, papelão, tampas, etc... Papel de formatos variados e tamanho grande, lápis de cera ou giz colorido molhado no leite ou em água com açúcar.

Atividade:

Os bloquinhos podem ser grudados com fita crepe dobrada (para ser retirado depois). Escolher o local para colocar os objetos na área do papel que a criança menos usa. Cobrir a superfície do papel com cores variadas. Retirar o(s) objeto(s). A(s) área(s) em branco poderão ser retrabalhadas, criando figuras na superfície.

17. Exploração básica: Qualidades de Superfície

Objetivo: Conhecer texturas, consistência física e térmica dos objetos, conhecer o mundo pelos receptores primários: olfato, gustação e tato, e secundários: meios simbólicos da visão, audição e fala.

Materiais: Lápis de cera, papel, objetos do meio.

Atividades:

Explorar com as mãos os diferentes materiais e suas características, nomeando-as, em seguida deslocá-las no papel com lápis de cera deitado.

O papel pode ser preso com fita para ficar firme.

As texturas podem ser variadas, com cores diferentes, sobrepostas, comparadas com as dos colegas.

Podem ser trabalhadas posteriormente formas recortadas irregulares ou geométricas de papel grosso, para tirar a impressão.

Também podem ser de plástico que adere à superfície da classe.

O resultado pode ser usado em cartões, molduras, colagens para completar desenhos.

18. Rabiscos e formas

Objetivo: Perceber as diferenças entre as linhas e seu uso para representar simbolicamente, fazer associações.

Materiais: Corpo, corda ou fita crepe, lápis de cera, papel.

Atividades:

- Trabalhar no espaço, com os movimentos da criança, o se corpo e finalmente no papel.

- Esticar a corda que define a linha no espaço. Todos fazem uma fila ao lado. A fila se afrouxa e vira roda, demarcada pela corda.

- A fita crepe é estendida no chão, inventar jeitos diferentes de andar sobre a linha reta. Fazer igual com a linha curva.

- Sensibilização tátil: adivinhar o sinal que foi traçado nas costas. A criança adivinha traçando com o seu dedo sobre a classe. Usar fichas com traços para os alunos realizarem desenhos nos colegas.

- Completar o traço: as crianças recebem folhas com traços e imaginam o resto do desenho, considerando a figura e o fundo. Podem realizar o jogo em duplas.

19. Esquema Corporal (1) - Contorno

Objetivo: Representar a figura humana graficamente.

Material: Folhas grandes de papel Kraft, giz ou lápis de cera.

Atividades:

Antes de desenhar é preciso conhecer o próprio corpo pelo tato, visão no espelho.

Trabalhar em duplas, para o contorno. As posições podem ser variadas, com braços e pernas dobradas, com movimento.

Colar um limite concreto na linha de contorno. Pintar, colar detalhes para o rosto, roupas.

Essa atividade pode ser feita usando o sistema de silhueta com projetor.

20. Esquema Corporal (2) – Completando Figuras

Objetivo: Domínio do todo e das partes, figura/fundo. Simetria

Materiais: Recortes incompletos de figuras humanas, cola, tesoura, lápis ou tintas, papel.

Atividades: Perguntar o que falta. Para crianças menores as figuras devem ser simples, de frente.

Completar as partes que faltam. Pensar junto com as crianças no contexto, no fundo.

Perguntas como onde está, o que faz, do que gosta, quem é o seu amigo, ajudam a completar as idéias.

As figuras podem ser de animais, meios de transporte, casas, paisagens.

21. Impressão Digital – Carimbo

Objetivo: Imaginação, marcas expressivas, criação coletiva.

Materiais: Dedos, tintas, papel, lápis colorido.

Atividade:

Tirar a impressão dos dedos e colocar detalhes para criar personagens, com lápis colorido.

As crianças podem criar em pequenos grupos, pensando em montar suas próprias histórias que serão contadas para todas as colegas.

22. Figuras com canudinhos

Objetivo: Representação simbólica, noção de espaço

Material: Canudinhos de refrigerantes

Atividades:

Explorar todas as possibilidades de armar figuras no chão. Pode-se sugerir objetos, conduzindo para maior complexidade. Registrar em desenho as figuras montadas.

23. Fantoches diferentes

Objetivos: Pensamento simbólico, construção de personagens, comunicação.

Materiais: Palitos de picolé, cartolinas 15x15, figuras coloridas: humanas, animais ou imaginárias.

Atividade: Montar cenas breves imaginadas, de histórias...

24. Quebra-cabeça – Corpo

Objetivo: Espaço, representação da figura humana.

Materiais: Recortes de revista com figuras humanas

Atividade: Cortes simples horizontal/vertical.

25. Sair e voltar para casa

Objetivo: Coordenação, noção espacial, representação gráfica.

Material: giz colorido, piso

Atividade: Desenhar no chão a própria casa

Sair a passeio, traçando o percurso no chão.

Respeitar a casa dos outros quando passar por elas.

Pode-se fazer visitas, entrando em outras casas e retornando à sua.

Referências Bibliográficas

Accioly Lins, M. I. O Jogo do Rabisco como Interpretação. Em: Mello Filho,J. & Silva, A. M. I. (Orgs.), Winnicott – 24 Anos Depois (pp.53-59). Rio de Janeiro: Revinter, 1995.

Bolwby, J. Apego: A Natureza do Vínculo. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

Newman, A. As Idéias de D. Winnicott – Um Guia. Rio de Janeiro: Imago, 2003.

Vaisberg, T. A. Ser e Fazer: Enquadres Diferenciados na Clínica Winnicottiana. Aparecida, São Paulo: Idéias & Letras, 2005.

Winnicott, D. W. Explorações Psicanalíticas. Rio de Janeiro: Imago, 1965.

___________. O Brincar e a Realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1971.

___________. Os Bebês e Suas Mães. São Paulo: Martins Fontes, 1988.