terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pedagogia Hospitalar Um Novo Olhar



Sim , temos que ter fé..

Fé na vida, fé em nós, fé nas crianças e nas futuras gerações que ainda virão...
Fé naquela criança que fomos um dia, repleta de sonhos e saltos ligeiros capaz de alcançar as estrelas e depois devolvê-las ao universo como gratidão ...
Fé na vida, em cada novo amanhecer.
Observe o presente em laço de fita!
Não sentencie sua vida ao desânimo da perda, ao cansaço da luta...
Acredite e tenha fé na caminhada...
Deus não te trouxe até aqui em vão...
O universo em você tem poder ...
.

____Pedagogia Hospitalar Um Novo Olhar ___
SR




terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Provas Operatórias de Piaget

Provas  Operatórias de Piaget

De acordo com Denise da Cruz Gouveia : “As provas piagetianas constituem um dos instrumentos mais utilizados no Diagnóstico Psicopedagógico. Elas têm a função de ser um parâmetro do desenvolvimento cognitivo. No entanto, é nas defasagens que se apresentam nos resultados dessas provas, que podemos obter os dados que nos põem na pista da compreensão dos problemas de aprendizagem.

Podemos dizer que as defasagens na produção da criança configuram o seu problema de aprendizagem. Poder perceber essas defasagens e onde elas estão é o primeiro passo no diagnóstico. O segundo é poder compreender o que elas dizem da subjetividade da criança que as apresenta.

Vejamos, pois, o que podemos pensar quando nos deparamos com defasagens nas operações lógicas de classificação ou de seriação em contraposição a um nível de conservação de acordo com o esperado para a idade da criança.

Por exemplo, uma criança de nove anos que apresenta conservação de peso, mas apresenta um nível pré-operatório nos seus critérios de classificação ou seriação. Sabemos que essas operações estabelecem relações lógicas e, portanto, relações socialmente compartilhadas entre os objetos. Por outro lado, no modo de funcionamento pré-operatório, tanto os critérios no estabelecimento de relações são subjetivos, como os próprios objetos têm significações singulares que dizem respeito a uma realidade subjetivada. Retornando ao exemplo dessa criança de nove anos, não devemos pensar que se trata de uma defasagem cognitiva, sobretudo porque pelo menos num ponto (o da conservação) o seu desempenho é adequado, mas devemos pensar que ela não se vale das operações para conhecer, mas para dizer algo de sua subjetividade e do seu desejo. Em outros termos, as defasagens que ela apresenta constituem o seu problema de aprendizagem como um sintoma, no sentido psicanalítico, na medida em que remetem ao cenário inconsciente e às peculiaridades de sua manifestação.

Vejamos, agora, o que podemos pensar no caso contrário, ou seja, quando a criança apresenta defasagem no nível de conservação em relação às suas possibilidades de classificação e seriação. Sabemos que a conservação do objeto se estabelece a partir de sua representação. Na teoria piagetiana, a representação não corresponde a uma cópia internalizada do objeto, mas é uma imagem construída, onde entram em jogo não somente a motricidade e a percepção, mas supõe também a intencionalidade de um eu nascente. Tampouco, na teoria freudiana, a representação é uma cópia do objeto, mas é também uma construção de um eu nascente, na medida em que advém das experiências de satisfação e, mais especificamente, da alucinação (uma falsa percepção) do objeto de satisfação, na sua falta. Seguindo nesse paralelo entre as teorias, podemos dizer que, em ambas as extensões das representações dizem respeito à constituição da realidade e de seus objetos. Em ambas ainda, essa realidade é marcada pelas vivências e experiências singulares deste eu. Freud acrescentaria a isso que os objetos da realidade são tomados como substitutos do objeto de satisfação. Na teoria piagetiana, estas primeiras representações que constituem a realidade são um passo em direção às representações lógicas que constituem o conhecimento dessa realidade. Na teoria freudiana, essa mudança de estatuto nas representações implica na operação de recalque e na divisão do sujeito e conseqüente constituição do inconsciente e da consciência, em seu sentido próprio.

Voltemos à defasagem na conservação que, no diagnóstico operatório, diz respeito à conservação do conjunto dos objetos e de suas grandezas, mas supõe a extensão das representações, pois somente através delas a realidade ou o conjunto dos objetos se constitui.

Não se pode pensar, aqui também, simplesmente numa defasagem cognitiva, mas num empobrecimento do eu e de suas representações. Nesse caso, a defasagem que constitui o problema de aprendizagem recebe o nome de inibição, onde a restrição na subjetividade repercute nas possibilidades cognitivas.

É claro que as provas piagetianas são apenas um dos instrumentos do Diagnóstico Psicopedagógico e é preciso estabelecer relações entre os dados aí obtidos com o conjunto da avaliação e, sobretudo com a história da criança.

“No entanto, o que chamamos de uso clínico das provas piagetianas é um exemplar daquilo que constitui um diagnóstico dos problemas de aprendizagem, na medida em que se faz um uso clínico dos diversos instrumentos utilizados e que, de uma forma geral, nos informam sobre o nível de desenvolvimento da criança.”

Esta Verificação consiste de quatro conjuntos de Provas,

1º Conjunto: Provas de Conservação
2º Conjunto: Provas de Classificação

3º Conjunto: Provas de Seriação

4º Conjunto: Provas Operatórias para o Pensamento Formal


1º Conjunto de Testes: Provas de Conservação
1º TESTE:

CONSERVAÇÃO DE PEQUENOS CONJUNTOS DISCRETOS DE ELEMENTOS
(Quantidades descontínuas)


I-MATERIAL: 20 fichas de emborrachado de mesma forma e tamanho, sendo 10 de cada cor.
II – DESENVOLVIMENTO:

1ª Situação - Pedir que a criança esco1ha uma cor de fichas. O examinador a1inha sabre a mesa 8 de suas fichas (por exemplo, 8 azuis) e pede que a criança faça uma coleção equivalente numericamente com suas próprias fichas. "Coloque a mesma quantidade de suas fichas... o mesmo número... um número igual... nem mais, nem mesno."

Registrar o que é feito pela criança. Se for preciso, o examinador organiza uma correspondência termo a termo com as duas coleções de fichas que já estão na mesma quantidade, para garantir a equivalência inicial.

2ª Situação - O examinador espaça ou aproxima as fichas de sua coleção, sempre mantendo a outra linha que fica mais curta ou comprida: "Tem a mesma coisa, ... o mesmo número de minhas e suas , ou não? Onde tem menos? Como você sabe?"

Contra- argumentação: o examinador provocará a criança afirmando o contrário de sua resposta inicial. Para resposta conservativa, diz: "Veja, esta linha está mais comprida, terá mais fichas?" Para a não-conservativa: "Você se lembra, antes as duas fileiras tinham a mesma quantidade. O que você acha agora?

Pergunta de quantidade: "Conte às fichas que sobraram com você", ao mesmo tempo em que esconde as próprias na mão. Responda sem contar. Como você sabe?"

3ª Situação: - Depois de reunir todas as fichas, o examinador coloca 8 fichas em círculo, procedendo dai em diante como nas situações anteriores e fazendo o mesmo tipo de pergunta.


1.1. Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos

Materiais:
 10 fichas vermelhas

 10 fichas azuis

 cada um com 2cm de diâmetro

Igualdade inicial:

Correspondência termo a termo:
Primeira modificação espacial:
Segunda modificação espacial:
Terceira modificação espacial:


III- PROCEDIMENTO AVALIATIVOS

1.-Condutas não-conservativas (até aproximadamente -5-6 anos) - Nível 1

Nas duas situações a criança pode fazer uma contagem, uma correspondência termo a termo ou global ou qualquer disposição figural. Essas respostas são não-conservativas. Poderá ou não resolver corretamente a questão da quantidade.

2. Condutas intermediárias – Nível 2

As coleções (1ª e 2ª situações) são constituídas por correspondência termo a termo de forma correta. As perguntas do examinador dão margem às seguintes condutas:

a. Resposta conservativa para uma situação e não conservativa para outra.

b. Vacilações no julgamento durante cada situação: "Tem mais azuis... não, tem mais vermelhas ... não, é igual?”

Não justifica com argumentos claros e precisos as respostas de conservação. Resolve corretamente a questão da quantidade.

3. Condutas conservativas (desde aproximadamente 5anos) – Nível 3

Quando a criança apresenta condutas conservativas, ela deverá justificar com um ou vários argumentos:

a. De "identidade": Tem a mesma coisa, você não tirou nem botou nada.

..você só apertou... você só afastou."

b. De "reversibilidade": "Se você botou as vermelhas do jeito do azul fica igual... se você encolher ou esticar de novo os azuis vai ficar igual de novo."

c. De "compensação": Você fez mais comprido, mas as fichas estão mais longe umas das outras (ou estão mais perto)".

2º TESTE:

CONSERVAÇÃO DO COMPRIMENTO

I – MATERIAL: 2 correntinhas de comprimentos e cores diferentes.

II – DESENVOLVIMENTO: A criança é levada a constatar e a afirmar a desigualdade das correntes A (40cm) e fazer o julgamento que A é maior que B. O examinador brinca que seriam como duas estradas, assim: “Nessa estrada (A) a gente tem que andar a mesma coisa que nesta (B) ou tem que andar mais aqui (A) ou ali (B)? Este caminho (A) é do mesmo comprimento do que este (B), mais comprido ou mesmo comprido que este (B)?”

A ___________________
B_________

1a)Transformação: O examinador deforma a corrente maior (A) até que as extremidades coincidam com as do fio B. Se há duas formiguinhas, uma em cada estrada, será que as duas vão andar a mesma coisa, o comprimento da estrada será o mesmo?

A
B ________________

O examinador procederá como as provas anteriores quanto à contra- argumentação e ao retorno empírico.

2a)Transformação: O examinador faz curvas na corrente A de modo que fique uma diferença entre uma das extremidades dos dois fios (B). Faz- se como na 1ª transformação uma comparação dos comprimentos de A e B. O examinador fará como na transformação anterior a contra–argumentação e o “retorno empírico”, agindo conforme as respostas da criança.

A
B ____________________


1.2 Conservação de comprimento

Materiais:

 1 corrente ou barbante de aproximadamente 10cm
 1 corrente ou barbante de aproximadamente 15cm

Apresentação das correntes. Perguntas iniciais

Primeira situação







Segunda situação


III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS :


1.Condutas não- conservativas (até aproximadamente 6-7 anos) – Nível 1

Em cada uma das transformações, o comprimento não é conservado. Na 1a, os comprimentos são julgados iguais e na 2a o fio com curvas (B) é julgado menor. O examinador procederá como nas provas anteriores em relação à contra – argumentação e ao “retorno empírico”.

2.Condutas Intermediárias – Nível 2

O julgamento da criança é correto na 1ª transformação e incorreto na 2ª. Posteriormente, a criança pode fazer o julgamento correto na 2ª, mas as respostas são instáveis sendo modificadas com a contra- argumentação: não faz justificativas adequadas de respostas conservativas. Proceder quanto ao “retorno empírico”, como nas provas anteriores.

3.Condutas conservativas (aproximadamente a partir de 7 anos) – Nível 3

A criança já é capaz de dar um ou vários argumentos (Identidade, reversibilidade e compensação), mantendo o seu julgamento apesar da contra argumentação

3º TESTE:

CONSERVAÇÃO DE SUPERFÍCIE.

I – MATERIAL: 2 pranchas verdes retangulares de 20 x 25, 16 quadrados vermelhos de 4 x 4 cm, e 2 vaquinhas.

II – DESENVOLVIMENTO:

1a)Transformação:

2a)Transformação:


1.3. Conservação de superfície

Materiais:

 2 folhas de cartolina verde ou papel E.V.A. (20x25)

 12 quadrados de cartolina ou E.V.A. na cor vermelha com cerca de 4cm de lado

 1 vaquinha

Igualdade inicial:
Perguntas iniciais
Perguntas iniciais

Retorno empírico
Segunda modificação espacial
Primeira modificação espacial:
Outra modificação espacial sugerida
Terceira modificação espacial

III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS :

1.Condutas não- conservativas (até aproximadamente 6-7 anos) – Nível 1

2.Condutas Intermediárias – Nível 2


4º TESTE:

CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE MATÉRIA (Quantidades contínuas)
I – MATERIAL: 2 bolas de massa plástica de cores diferentes (diâmetro aproximado de 4cm.)

II – DESENVOLVIMENTO : O examinador pede que a criança faça duas bolas que tenham a mesma quantidade de massa. “Se fossem bolinhos e a gente pudesse comê-los seria preciso que houvesse a mesma quantidade para comer. O que você deve fazer para ficarem iguais? Para uma não ter nem mais nem menos massa que a outra?”

1ª Transformação: Transforma-se uma das bolas (a do examinador) em uma salsicha. “Será que agora tem a mesma quantidade de massa na bola e na salsicha ou tem mais na bola ou mais na salsicha. Como você sabe? Você pode me explicar? Você pode me mostrar isso?”

Contra – argumentação: O examinador provocará uma reação da criança afirmando sempre o contrário de sua resposta inicial. Para reposta conservativa diz: “Veja a salsicha é mais comprida que a bola, terá mais massa?” Para a não–conservativa: “Você se lembra, antes as 2 bolas tinham a mesma quantidade. O que você acha agora?”

Retorno empírico: Antes do examinador refazer a bola inicial, pergunta à criança: “Se dessa salsicha eu refaço a bola (o bolinho), será que vai ter a mesma quantidade (a mesma coisa para comer) ou não?” Se a criança não resolver esse problema de “retorno empírico”, faz-se essa volta e, se for necessário, iguala-se novamente as bolas até que ela as julgue com quantidades iguais.

2ª Transformação: Transforma–se a mesma bola (do examinador) em uma bola achatada (mini-pizza, panqueca) e procede-se como na 1ª transformação quanto à contra-argumentação, terminando sempre pela questão do retorno empírico.

3ª Transformação: Fragmenta-se a bola inicial em 10 pedacinhos e procede-se como nas outras transformações.

1.4. Conservação da quantidade de matéria

Materiais:

 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4cm de diâmetro.

Obs.: É interessante que escolha cores correspondentes a substâncias comestíveis.

Igualdade inicial:

Modificação do elemento experimental (achatamento)



Modificação do elemento experimental (alargamento)

Modificação do elemento experimental (partição)
III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS:

1. Condutas não -conservativas (até aproximadamente 5-6 anos) – Nível 1

Em cada transformação uma das duas quantidades é julgada maior: “Tem mais na salsicha porque é mais comprida. Ou tem mais na bola porque é mais alta”. Face às contra argumentações do examinador, a criança ou mantém o seu julgamento ou a troca embora a quantidade seja maior. O retorno empírico pose ser resolvido corretamente ou não.

2. Condutas Intermediárias- Nível 2

Os julgamentos das crianças oscilam entre conservação e não- conservação aparecendo de diferentes maneiras:

a) Por uma mesma transformação, a criança julga alternadamente as quantidades como iguais e diferentes.

b) Por diversas transformações os julgamentos se alternam ora de conservação ora de não-conservação.

c) A contra- argumentação do examinador provoca vacilação e alternância de julgamentos. As justificativas de conservação são poucas e incompletas. O problema do “retorno empírico é resolvido corretamente.

3.Condutas conservativas (aproximadamente a partir de 7 anos) – Nível 3

Em todas as transformações as quantidades são sempre julgadas iguais. A criança já é capaz de dar um ou vários argumentos: “de identidade”: “É a mesma coisa”; compensação”: “Aqui a panqueca é maior, mas é mais fina que a bola, então, é a mesma coisa” . A criança mantém o julgamento de conservação apesar do contra–argumentação do examinador.


5º TESTE:

CONSERVAÇÃO DA QUANTIDADE DE LÍQUIDO (TRANSVASAMENTO)

I – MATERIAL: 2 vidros iguais (controle A e A) de diâmetro de aproximadamente 5cm e altura 8cm; um vidro mais alto (vidro E), 4 vidrinhos iguais correspondentes a aproximadamente ¼ do volume de a (P1, P2, P3,P4) 1 garrafa com água colorida. A caixa contém a anilina em pó para colorir a água, que pode ser guardada em qualquer garrafa disponível.

II – DESENVOLVIMENTO:

1)O examinador faz a criança constatar que os dois recipientes (A, A’) são iguais. Despeja água em A. Pede à criança que despeje água em A’ na mesma quantidade que está em A: “A mesma coisa, nem mais, nem menos...” A seguir: “Se você beber o que está em A e eu o que está em A’, será que vamos beber a mesma coisa? Temos o mesmo para beber?”

2) 1º Transvasamento – Despeja-se a água de A no vidrinho E (mais alto) “Será que agora vamos beber a mesma quantidade? Um tem mais do que o outro? Um tem menos do que outro? Pedir uma explicação: Como é que você sabe? Como descobriu? Pode me mostra?”

Contra- argumentação: O examinador provocará uma reação da criança afirmando sempre o contrário da sua resposta: Se a resposta for correta, chamar atenção para o nível de líquido nos dois vidros: “Aqui (E) está mais alto... não fica mais para beber? Uma criança disse que tinha mais no E porque ficou mais cheio, o que você acha?” Se a resposta for de não–conservação, relembrar a igualdade inicial dos níveis: “Você lembra que antes estavam iguais (A, A’)? E este é mais baixo (E).”

Retorno empírico: “Se eu puser o que está em E, de volta no A, será que vai ter a mesma coisa para beber?” Se a criança não acertar fazer o “retorno empírico”, igualando A e A’.

3) 2º Transvasamento – Despejar o líquido de A em quatro vidrinhos P1, P2, P3, P4 e proceder como nos transvasamentos anteriores quanto à contra- argumentação e ao retorno empírico.



1.5. Conservação de quantidade de líquidos

Materiais:

 2 vasos iguais A1 e A2

 1 vaso mais fino e alto B

 1 vaso mais largo e baixo C

 4 vasinhos iguais D1, D2, D3, D4

 2 copos contendo líquidos de cores diferentes

Igualdade inicial



Primeira modificação

Segunda modificação


Terceira modificação



III – PROCEDIMENTOS AVALITIVOS

1.Condutas não- conservativas (até aproximadamente 5 ou 6 anos) – Nível 1

Em cada transvasamento a criança considera um dos vidros (A ou E) Como tendo mais líquido: “Tem mais porque está mais cheio”. Face à contra-argumentação, mantém a resposta ou troca para o outro vidro. O problema do retorno empírico pode ser resolvido corretamente ou não.

2.Condutas intermediárias – Julgamentos oscilando entre conservação e não-conservação – Nível 2

No mesmo transvasamento a criança julga as mesmas quantidades ora como iguais, ora diferentes: “Tem mais para beber nesse..., não, no outro..., não, é a mesma coisa” - Os julgamentos se alternam de um transvasamento para o outro, ora conservando em (E), e não conservando em (A); - A alternância do julgamento é suscitada pela contra- argumentação. - O problema do retorno empírico é resolvido corretamente.

3 Condutas conservativas ( a partir de aproximadamente 7 anos) – Nível 3

Para cada transvasamento, as quantidades de líquidos são consideradas iguais. A criança é capaz de dar uma justificativa (identidade, reversibilidade ou compensação): O julgamento de conservação é mantido apesar das contra argumentações.

6º TESTE:

CONSERVAÇÃO DE VOLUME

(Esta prova, indica que a criança pode estar na transição do Período Operatório Concreto para o Formal)

I – MATERIAL:2 vidrinhos iguais com água até o mesmo nível (2/4) (os mesmo usados como controle na prova nº8); 2 bolas de massa plástica (as mesmas da prova nº4).

II – DESENVOLVIMENTO: O examinador leva o sujeito a constatar a igualdade no nível da água nos 2 vidrinhos. Pede que o sujeito faça duas bolas iguais, “que tenham a mesma quantidade...” “Como você pode fazer para ficarem com a mesma quantidade?”

A seguir o examinador pergunta: “Se eu puser esta bola dentro do vidrinho o que acontecerá com a água que está aí dentro? “ Por que você acha isso?” Insistir até obter algum tipo de resposta sobre o nível de água. Excepcionalmente se faz a comprovação empírica quando for absolutamente necessário para compreensão (vidro de comparação). Continuando: “E se pusermos esta outra bolinha no outro vidrinho será que a água subirá o mesmo que neste (o 1º de comparação)? Subirá mais ou subirá menos?”

1ª Transformação: O examinador transforma a segunda bola em salsicha, (lingüiça) e esboça o gesto de introduzi-la no 2º vidrinho. “Se coloco neste, a água subirá a mesma coisa, mais ou menos que neste 1º? (o da bola)?”

Na contra- argumentação: O examinador provocará uma reação afirmando sempre o contrário da resposta do sujeito. Falará como nas provas anteriores.

No Retorno Empírico, o examinador procederá como nas provas anteriores.

2ª Transformação: O examinador transforma a bola numa mini-pizza ou biscoito redondo e age do mesmo modo que na 1ª transformação até o retorno empírico.

3ª Transformação: O examinador fragmenta o “biscoito” em 8 ou 10 pedacinhos e esboça o gesto de colocar todos no 2º vidrinho, procedendo e falando como nas transformações anteriores até o retorno empírico.



1.6. Conservação de volume


Materiais:

 2 vasos iguais

 2 massas de modelar de cores diferentes

 2 copos contendo líquidos de cores diferentes

Igualdade inicial:



Modificação do elemento experimental (achatamento)


Modificação do elemento experimental (alargamento)

Modificação do elemento experimental (partição)


III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

Condutas não- conservativas (até aproximadamente 8-9 anos) – Nível 1

Para cada uma das transformações, o sujeito julga que a modificação da forma faz subir a água mais ou menos que a água do vidrinho em que ficaria a bola.

Condutas Intermediárias – Nível 2

Os julgamentos dos sujeitos oscilam entre conservação e não- conservação: ora a água sobe igualmente, ora mais ou menos. As justificativas são pouco explícitas.

Condutas conservativas (aproximadamente a partir de 11-12 anos) – Nível 3

Em todas as transformações o volume é julgado igual, ao afirmar o sujeito que a água subirá para mesmo nível independente da forma que passe a ter a 2a bola. Os juízos de conservação se mantêm apesar da contra- argumentação.

7º TESTE:
CONSERVAÇÃO DE PESO

I –MATERIAL: 2 bolas de massa plástica de cores diferentes( as mesmas utilizadas na prova de conservação de quantidade de massa).

OBS: Não há necessidade, para a realização da prova, que exista uma balança concreta. Por isso nosso kit não a contém. Além disso, balanças de dois pratos já não fazem parte do universo significativo das novas gerações, na medida em que atualmente as balanças eletrônicas é que são utilizadas no comércio em geral.

II – DESENVOLVIMENTO: O examinador verifica se a criança conhece as relações de peso , usando as duas mãos , com objetos diversos (pedra, apontador, bolas de massa, etc.) e vai sempre perguntado se um objeto pesa mais do que o outro, o que acontece com a mão que o sustenta , etc... O examinador pede que a criança faça duas bolas que tenham o mesmo peso.

1ª Transformação: O examinador transforma uma das bolas em salsicha e finge que iria pesá-las, falando: “Você pensa que a salsicha pesa a mesma coisa que a bola ou será que uma pesa mais que a outra? Como é que você sabe?”

Contra- argumentação: O examinador provocará uma reação da criança, afirmando sempre o contrário de sua resposta. Falará como nas provas anteriores.

Retorno empírico: O examinador procederá como nas provas anteriores

2ª Transformação: Transforma–se a mesma bola em uma mini-pizza e procede-se como na 1ª transformação quanto à contra–argumentação e ao “retorno empírico”.

3ª Transformação: Fragmenta-se a mesma bola em 8 a 10 pedaços e procede-se como nas outras transformações, realizando também a contra–argumentação e o “retorno empírico”.

1.7. Conservação de peso


Materiais:



 2 massas de modelar de cores diferentes cada uma, cujo tamanho possa fazer 2 bolas de aproximadamente 4cm de diâmetro.



 1 balança com dois pratos cuja leitura seja pela posição dos braços.


IgUaldade inicial:

Modificação

do elemento experimental

(alargamento)







Modificação do elemento experimental

(achatamento)


Modificação do elemento experimental (partição)

III – PROCEDIMENTOS AVALIVOS:

1. Condutas não- conservativas (até aproximadamente 6-7 anos) – Nível 1

Em cada uma das transformações um dos pesos é julgado mais pesado que o outro. As condutas não conservativas das crianças são semelhante às das provas anteriores nos julgamentos, nas contra-argumentações e no “retorno empírico.”

2. Condutas Intermediárias – Nível 2

Os julgamentos das crianças vacilam entre conservação e não- conservação aparecendo de diferentes maneiras, com condutas semelhantes às provas anteriores de conservação.

3. Condutas Conservativas (aproximadamente a partir de 8 anos)

Em todas as transformações os pesos são julgados iguais. A criança é capaz de dar um ou vários argumentos (identidade, reversibilidade e compensação) mantendo o seu julgamento apesar das contra- argumentações.



2º Conjunto de Testes: Provas de Classificação

8º TESTE:

CLASSES – MUDANÇA DE CRITÉRIO (DICOTOMIA)

I-MATERIAL: fichas de figuras geométricas (material emborrachado):6 círculos de diâmetro de 25mm (pequenos) de uma cor e 6 de outra cor ; 6 círculos de diâmetro de 50mm (grandes) de uma cor e 6 de outra cor ; 6 quadrados de 25mm de lado (pequenos) de uma cor e 6 de outra cor; 6 quadrados de 50mm (grandes) de uma cor e 6 de outra cor . O material é formado por duas cores distintas.

II – DESENVOLVIMENTO:

1. O examinador coloca as fichas em desordem sobre a mesa e pede que a criança as descreva: “Você pode me dizer o que está vendo?”

2. Classificação espontânea: “Você pode pôr juntas todas as fichas que combinam?” “Ponha juntas todas que são iguais...” “Ponha juntas as que têm alguma coisa igual ...as que se parecem muito”. Após a criança terminar: “Você pode me explicar por que colocou assim?”

3a. Dicotomia: “Agora gostaria que você fizesse apenas 2 grupos (ou 2 montinhos ou 2 família) e os colocasse separados sobre a mesa.” Após o término: “Por que você colocou todas essas fichas juntas? É aquelas? Como a gente poderia chamar esse monte aqui? E aquele outro?”

3b. 1ª mudança de critério: “Será que você poderia arrumar em 2 grupos (montes) diferentes?” Se a criança repetir o 1o critério: “Você já separou desse modo. Você pode descobrir um outro modo (critério) de separar em 2 grupos ?” Se for preciso, o experimentador inicia, ele mesmo, uma nova classificação e pede a criança para continuar. Procede-se em seguida, como em 3a.

3b. 2ª mudança de critério: “será que você ainda pode separar de um modo diferente fazendo 2 grupos novos?” Procede-se em seguida como em 3a e 3b.

2.1. Mudança de critério - Dicotomia

Materiais:

5 círculos vermelhos de 2,5cm de diâmetro.

 5 círculos azuis de 2,5cm de diâmetro.

 5 círculos vermelhos de 5cm de diâmetro.

 5 círculos azuis de 5cm de diâmetro.

 5 quadrados vermelhos de 2,5cm de lado.

 5 quadrados azuis de 2,5cm de lado.

 5 quadrados vermelhos de 5cm de lado.

 5 quadrados azuis de 5cm de lado.

 2 caixas planas de mais ou menos 4 a 5cm de altura e uns 12cm de lado.


Material

Classificação por cores sem caixa

Classificação por cores usando a caixa

Classificação por formas usando a caixa



Classificação por tamanho usando a caixa



III- PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

1.Coleções Figurais (desde 4-5 anos ) Nível 1

As crianças arrumam as fichas estruturando figuras de trens, casas, bonecos, etc. Podem também arrumar as fichas que tenham alguma semelhança, mudando sempre de critério e não utilizando todas.

1. Início de classificação (aproximadamente 5-6 anos) Nível 2

As crianças conseguem fazer pequenos grupos não figurais, segundo diferentes critérios, mas são coleções justapostas, sem ligação entre si: “É o monte das bolas vermelhas grandes, das bolas pequenas vermelhas, dos quadrinhos vermelhos” , etc. Num desenvolvimento maior, as crianças podem conseguir um começo de reagrupamento dos subgrupos em classes gerais, sem conseguirem uma antecipação de critérios.

2. Dicotomia segundo os 3 critérios – Nível 3

As crianças iniciam a tarefa já antecipando as possibilidades; conseguem fazer e recapitular corretamente duas dicotomias sucessivas, segundo 2 critérios, o 3º critério só sendo descoberto com incitação do examinador. Num desenvolvimento maior, os 3 critérios são antecipados e utilizados espontaneamente.



9º TESTE:

INCLUSÃO DE CLASSE

QUANTIFICAÇÃO DA INCLUSÃO DE CLASSE


I – MATERIAL: 1 ramo de flores de duas espécies, sendo que uma delas existe em maior quantidade do que a outra. Ex. 10 rosas e 3 ou 4 margaridas

II – DESENVOLVIMENTO:

1. O examinador verifica se a criança conhece o nome das flores e se conhece o termo genérico “flores”:

“Você conhece o nome de outras flores? Quais?”

2. Perguntas :

-Pergunta 1: “Nesse ramo, há mais rosas ou mais flores?” Após a resposta: “Como você sabe? Você pode

me Mostrar?”

-Pergunta 2: “Conheço duas meninas que querem fazer raminhos. Uma faz um ramo com as rosas. Depois

ela desmancha e me devolve as rosas. A outra, faz seu ramo com as flores. Qual foi o ramo maior?”

-Pergunta 3a. “Se eu dou para você as rosas, o que fica no ramo?”

-Pergunta 3b.“Se eu dou para você as flores, o que sobra no ramo?”

-Pergunta 4. “Eu vou fazer um ramo com todas as rosas e você vai fazer um ramo com todas as flores.

Quem vai fazer o ramo maior? Como é que você sabe?”

2.2. Quantificação de Inclusão de classes

Materiais:

Com flores:

- 10 margaridas

- 3 rosas vermelhas



Com animais

- 10 coelhos ou outra espécie

- 3 camelos ou outra espécie



Pode-se fazer também com:

- 10 carros

- 3 ônibus



III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS:

1.Ausência de Quantificação inclusiva (até aproximadamente 5-6 anos) – Nível 1

A criança faz sistematicamente a comparação das duas subclasses e reponde então que há mais margaridas do que flores. Costuma errar sobre a subtração de subclasse (perguntas 3a e 3b.)

2.Condutas Intermediárias – Nível 2

Observa-se hesitação na resposta à pergunta 1. Às vezes responder: “É a mesma coisa”. Nesse nível as perguntas 3a. e 3b. são respondidas corretamente.

3.Existência da Quantificação inclusiva (aproximadamente a partir 7-8 anos) – Nível 3

A criança responde corretamente a todas às perguntas.


10º TESTE:

INTERSECÇÃO




INTERSECÇÃO DE CLASSES

I – MATERIAL: 3 espécies de fichas do mesmo material e tamanho sendo: 5 redondas de uma cor, 5 redondas

de outra e 5 quadradas da mesma cor das segundas, 1 placa emborrachada com 2 círculos desenhados, que se

entrecruzam delimitando 3 partes das quais uma é comum aos 2 círculos(Diagrama de Venn)

II – DESENVOLVIMENTO:

1. O examinador dispõe as fichas nos círculos em intersecção, sendo que as redondas que têm a mesma cor dos

quadrados devem ficar na área de intersecção (exemplo abaixo). Pede que a criança observe a disposição,

descreva as fichas e pergunta: “Por que você acha que eu pus estas redondas no meio?”

2. Perguntas feitas pelo examinador:

a. Há mais fichas desta cor ou daquela?

b. Há mais fichas quadradas ou redondas?

c. Há a mesma coisa, mais ou menos fichas redondas do que fichas desta cor? (pergunta de intersecção)

d. Há a mesma coisa, mais ou menos fichas quadradas do que fichas desta cor? (pergunta de intersecção)

Após cada resposta da criança, o examinador diz: “Como é que você sabe?” “Você pode me mostrar?”.

Caso a criança não responda às perguntas principais, são feitas perguntas suplementares: “O que é que tem no círculo da esquerda?” “Mostre. E no da direita? ”





2.3. Intersecção de classes



Materiais:



 5 círculos azuis de 2,5cm de diâmetro

 5 círculos vermelhos também de 2,5cm de diâmetro

 5 quadrados vermelhos de 2,5cm de lado

 1 folha de cartolina ou papel E.V.A. com dois círculos em intersecção, sendo que um preto e outro amarelo.



Obs.: os 5 círculos devem poder entrar na intersecção





III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

1. As perguntas feitas sobre classes separadas são respondidas com acerto.

As de inclusão e intercessão não são compreendidas nessa faixa de idade. As perguntas suplementares também revelam erros. Nível 1. (até 5 anos)

2. A partir de 6 anos a criança faz acertos nas perguntas suplementares, mas hesita nas respostas de inclusão e intercessão, faz repetições e pode dar algumas respostas corretas. Nível 2.

3. Crianças a partir de 7-8 anos dão respostas corretas desde a primeira vez. Nível 3.





3º Conjunto de Testes: Provas de Seriação

11º TESTE:

SERIAÇÃO



SERIAÇÃO DE BASTONETES

I – MATERIAL : Uma série de 10 bastonetes graduados de 16 a 10 cm. com a diferença de um para outro de 0,6 cm; Um anteparo. (utilizar a placa emborrachada da prova de intersecção, com o verso voltado para o examinando)

II – DESENVOLVIMENTO:

1. O examinador dá à criança os 10 bastonetes em desordem para que tome conhecimento do material.

2.a. Seriação a descoberto : “Você vai fazer uma escadinha com todos esses pauzinhos, colocando-os em ordem do menor para o maior”. Se a criança não conseguir, o examinador pode, eventualmente, fazer a demonstração de uma série inicial com 3 pauzinhos. É importante registrar a ordem em que a criança escolhe cada pauzinho e como faz cada escolha e a configuração final. Anotar o processo de realização.

2.b. Verificação da exclusão : Se o sujeito acertar a seriação a descoberto, o examinador pode pedir que feche os olhos e, ao abri-los, descubra o local, a posição, em que estava o bastonete retirado pelo examinador da “escadinha” feita pelo sujeito.

2.c. Seriação oculta atrás do anteparo: Se o sujeito acertou a seriação pode-se fazer também de outra forma: “Agora sou eu que vou fazer a escadinha atrás dessa placa (anteparo) ; você vai me dando os pauzinhos um a um, e eu vou colocando aqui, na ordem fazendo a escada. Registra-se a maneira de escolher e a ordem que ele deu ao examinador.





3. SERIAÇÃO

3.1. Seriação de palitos



Materiais:



 10 palitos com aproximadamente 1cm de largura com uma diferença de 0,6mm de altura entre um e outro, sendo que o primeiro tem aproximadamente 11,5cm.





III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS :

a. Ausência de Seriação - (aproximadamente 3-5 anos) Nível 1

O sujeito fracassa nas suas tentativas de ordenar.

- Ausência de séries (3-4 anos) a criança não entende a proposta e coloca os bastões em qualquer ordem, justapondo – os;

- Esboço de séries (4-5 anos) a criança faz tentativas diversas; pares (grandes e pequenos), série de 3 ou 4 bastões , mas não coordena as diferentes série entre si, ou não consegue intercalar os outros;

- Faz uma escada sem considerar o tamanho dos bastões, mas só arrumação da parte superior imitando uma escadinha .

b. Conduta Intermediária (aproximadamente 5-6 anos) – Nível 2

Em que o sujeito vai por ensaio e erro compondo a série; compara cada bastão com todos os demais até achar o que serve. É uma seriação intuitiva por regulações sucessivas.

c. Êxito Obtido por Método Operatório (aproximadamente 6-7- anos). – Nível 3

O sujeito com facilidade antecipa a escada fazendo metodicamente a sua construção, colocando primeiro os bastões menores e a seguir, em graduação, até o final. Neste nível faz a descoberta, atrás do anteparo, exclui bastões e constrói espontaneamente a linha de base.


4º Conjunto de Testes: Provas Operatórias para o Pensamento Formal

12º TESTE:

COMBINAÇÃO



PROVA DE COMBINAÇÃO DE FICHAS DUPLAS PARA PENSAMENTO FORMAL

I – MATERIAL: 06 fichinhas de emborrachado de cores diferentes

II – DESENVOLVIMENTO: O examinador pede que o sujeito faça com as 6 fichas o maior número possível de duplas. “Tente fazer com as fichinhas todas as duplas que puder, não pode repetir”. É preciso que se veja se o sujeito compreendeu bem a atividade que irá fazer.

É válido fazer a demonstração inicial com um par. O examinador deve observar e registrar o método de trabalho e que critérios usou para chegar ao resultado, assim como todas as verbalizações: “Se eu botar aqui, então ficam...” Pode- se permitir que registrem em papel as tentativas.



4.1. Combinação de fichas





Materiais:



 6 fichas de diferentes cores com 2,5cm de diâmetro cada uma.





III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

a .Ausência de Capacidade Combinatória – Nível 1

Incapacidade de descobrir a possibilidade das diversas combinações. Não estabelece critérios, faz tentativas aleatórias sem conseguir obter um mínimo de duplas.

b. Condutas Intermediárias – Nível 2

Faz combinações incompletas, consegue fazer muitas duplas sem ordem estabelecida, não consegue prever o número total de combinações.

c. Condutas operatórias revelando capacidade combinatória – Nível 3

O sujeito antecipa a possibilidade combinatória através de um sistema completo e metódico

chegando às 6 duplas. Além disso, deixa evidente um critério para estabelecer o total de combinações, ou seja, com 6 fichas de 2 cores = 3 fichas de cada cor , com as quais é possível fazer as seguintes duplas: 2b+1p ;1p+2b; 2p+1b; 1b+2p; 1p+1b+1p; 1b+1p+1b 8



13º TESTE:

PERMUTAÇÃO

PERNUTAÇÕES POSSÍVEIS COM UM CONJUNTO DETERMINADO DE FICHAS PARA O PENSAMENTO FORMAL

I – MATERIAL: 06 fichinhas de emborrachado de cores diferentes (as mesma utilizadas na prova anterior)

II – DESENVOLVIMENTO: O examinador pede que o sujeito faça o maior número possível de permutações com as fichas. “Gostaria que você fizesse o maior numero possível de combinações usando sempre quatro fichas”. “Deve usar todas, acomodando-as em ordem diferentes”. É preciso que se veja se o sujeito compreendeu bem a atividade que irá fazer.

É válido fazer a demonstração inicial. O examinador deve observar e registrar o método de trabalho e que critério usou para chegar ao resultado, assim como todas as verbalizações: “Se eu botar aqui, então ficam...” Pode- se permitir que registrem em papel as tentativas.

III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

a .Ausência de Capacidade de Permuta – Nível 1

O sujeito não percebe as possibilidades de permuta. Não estabelece critérios, faz tentativas grosseiras sem conseguir obter um mínimo de combinações.

b. Condutas Intermediárias – Nível 2

O sujeito realiza permutas incompletas,faz aproximações, sem possibilidade de generalizações.

c. Condutas operatórias de todas as permutações possíveis – Nível 3

O sujeito faz permutações,antecipando as possibilidades de um processo sistemático, ordenado. Realiza de forma ordenada as permutações.





14º TESTE:

PREDIÇÃO

PREDIÇÕES POSSÍVEIS COM UM CONJUNTO DETERMINADO DE FICHAS PARA O PENSAMENTO FORMAL

I – MATERIAL: 36 fichinhas de emborrachado de quatro cores diferentes Sendo 18, 10, 7 e 1 de cada cor e um saco de pano.





4.2. Predição



Materiais:



 18 fichas verdes

 10 fichas amarelas

 7 fichas lilases

 1 ficha branca

 1 saco de pano



II – DESENVOLVIMENTO: O examinador pede que o sujeito

III – PROCEDIMENTOS AVALIATIVOS

a .Ausência de Capacidade de Avaliação – Nível 1

O sujeito não percebe as possibilidades

b. Condutas Intermediárias – Nível 2

O sujeito realiza tentativas sem possibilidade de generalizações.

c. Condutas avaliativas bem estruturadas de todas as condições possíveis – Nível 3

O sujeito faz avaliações, antecipando as possibilidades de um processo sistemático, ordenado.

Bibliografia:

VISCA, Jorge. El diagnostico operatorio em la practica psicopedagogica. Buenos Aires: Ag.Serv,G,. 1995.


Psicogênese da Alfabetização

A criança busca a aprendizagem na medida em que se constrói o raciocínio lógico. O processo evolutivo de aprender a ler e escrever por níveis de contextualização que revelam as hipóteses a que chegou a criança.

Emília Ferreiro e Ana Teberosky definiram, em seu livro Psicogênese da Língua Escrita, cinco níveis:

 Nível 1: Hipótese Pré-Silábica

o A criança:

 não estabelece vinculo entre a fala e a escrita;

 supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever;

 demonstra intenção de escrever através do traçado linear com formas diferentes;

 supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos: coisas grandes devem ter nomes grandes, coisas pequenas devem ter nomes pequenos;

 usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra;

 pode conhecer ou não os sons de algumas letras ou de todas elas;

 faz registros diferentes entre palavras modificando a quantidade e a posição e fazendo variações nos caracteres;

 caracteriza uma palavra com uma letra inicial;

 tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever;

 supõe que para algo poder ser lido precisa ter no mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três (hipótese da quantidade mínima de caracteres);

 supõe que para algo poder ser lido precisa ter grafias variadas (hipótese da variedade de caracteres).

 Nível 2: Intermediário

o A criança:

 começa a ter consciência de que existe alguma relação entre a pronúncia e a escrita;

 começa a desvincular a escrita das imagens e os números das letras;

 só demonstra estabilidade ao escrever seu nome ou palavras que teve oportunidade e interesse de gravar. Esta estabilidade independe da estruturação do sistema da escrita;

 conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.

 Nível 3: Hipótese Silábica

o A criança:

 já supõe que a escrita representa a fala;

 tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras;

 pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor convencional das letras;

 já supõe que a menor unidade da língua seja a sílaba;

 supõe que deve escrever tantos sinais quantas forem as vezes que mexe a boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal;

 em frases, pode escrever uma letra para cada palavra.

 Nível 4: Hipóteses Silábico-Alfabética ou Intermediário II

o A criança:

 inicia a superação da hipótese silábica;

 compreende que a escrita representa o som da fala;

 combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para palavras diferentes. Por exemplo, AO para GATO e SAPO ou ML para MOLA e MULA;

 pode combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para CAVALO;

 passa a fazer uma leitura termo a termo (não-global).

 Nível 5: Hipóteses Alfabética

o A criança:

 compreende que a escrita tem uma função social: a comunicação;

 compreende o modo de construção do código da escrita;

 compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba;

 conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas;

 pode ainda não separar todas as palavras nas frases;

 omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica;

 não tem problemas de escrita no que se refere a conceito;

 não é ortográfica nem léxica.



FISCHER, Julianne. Sugestões para o desenvolvimento do trabalho psicopedagógico. Blumenau: Centro da Aprendizagem Fischer, [s.a.].

domingo, 23 de outubro de 2016

Abordagem em Neuroanatomia Funcional


Abordagem em Neuroanatomia Funcional Resenha Crítica Sistema Nervoso Central e suas funções Sistema Nervoso Central (SNC) - É responsável por capitar, organizar e ordenar todas as atividades físicas através dos “circuitos neurais” que produzem respostas eficazes e específicas que se interconectam sendo formado pelo: Encéfalo, Medula Espinhal, Cérebro, Cerebelo, Tronco Encéfalo, Telencéfalo, Diencéfalo, Mesocéfalo, Ponte e Bulbo. Encéfalo - Formado no desenvolvimento embrionário, vai se diferenciando em três partes: cérebro, cerebelo e tronco encefálico. É o centro para o intelecto, emoções, comportamento e memória. Diferentes regiões são especializadas em diferentes funções se conectando mutuamente para a tomada de decisões e o início das ações. Cérebro - Composto por massa cinzenta e massa branca dividido em dois hemisférios: direito e esquerdo. O córtex cerebral é constituído por células neurôglias e neurônios responsável por funções complexas como: memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensando. Hemisférios do Cérebro – Dividido em hemisfério direito e esquerdo, cada qual, possuindo um córtex motor, sendo que o córtex direito controla o esquerdo e o córtex esquerdo controla o direito. Estes hemisférios possuem duas áreas especializadas: Área de Broca e Área de Wernick. Diencéfalo e Telencéfalo – Ambas ocupam 80% da cavidade craniana dividindo se em: Subtálamo, Epitálamo, Hipotálamo, Tálamo. Doenças como: Epilepsia, Distonia, Doença de Parkinson, TOC, Anorexia, Obesidade, Mórbida, Drogadicção e Sindrome de Tourette, são relacionadas as regiões do cérebro anteriormente observadas. Cerebelo – Região do cérebro que capta impulsos sensitivos das articulações, além de receptores do equilíbrio e visuais. É responsável por cumprir todas as atividades motoras que exigem habilidade. Tronco Encéfalico – Formado pelo mesencéfalo, ponte e medula oblonga (bulbo). Conecta os hemisférios cerebrais e a medula espinhal, regulando as funções fundamentais do organismo como o controle da respiração, deglutição, ritmo cardíaco entre outros. Mesencéfalo – É a menor parte do tronco encefálico é responsável por algumas funções como: a visão, audição, movimento dos olhos e movimento do corpo. Localiza-se entre a Ponte e o Diencéfalo. Ponte – A ponte participa e interfere em algumas atividades do bulbo como a respiração, sendo o centro de transmissão de impulsos para o cerebelo. Bulbo – Controla informações autônomas de vários órgãos do corpo. Sua parte inferior está ligada a medula espinhal e a parte superior a ponte. Medula Espinhal – Porção alongada do encéfalo, conduz e produzir impulsos nervosos do corpo para o encéfalo. O liquido semelhante a água (liquor ou líquido cefaloraquideano) em torno da medula colabora no diagnóstico de várias doenças onde a mais comum e a de origem traumática. Sistema Nervoso Periférico (SNP) – Constituído por fibras (nervos) gânglios nervosos e órgãos terminais, atuando fora do sistema nervoso. Dividindo-se em: Nervos Sensitivos, Motores, Mistos, Cranianos, Espinais ou Raquidianos, Gânglios espinais. Terminações sensitivas encontradas nos órgãos dos sentidos: pele, ouvido, olhos, língua e fossas nasais. Neurônios – Células nervosas responsáveis por conduzir impulsos nervosos há cerca de bilhões de neurônios no corpo humano, os quais processam as informações e estímulos no corpo humano. Todas as nossas percepções não poderiam ser compreendidas sem este processo de comunicação entre as células nervosas (neurônios). Células da Aglia – Constituem também o tecido nervoso, desempenhando várias funções importantes de suporte aos neurônios e têm função fundamental na formação de “circuitos neurais” do sistema nervoso central. Sinapses –Processo químico de interação entre os neurônios e as células efetoras, acontecendo na terminação do neurônio em uma estrutura chamada sinapse, onde existem dois tipos de processos neste impulso nervoso: elétricos e químicos. Partes do neurônio – Dendritos, Corpo celular, Axônios responsáveis pela recepção, interação e transporte das informações através dos impulsos nervosos. Os três principais neurônios são os: Neurônios motores, sensoriais e interneurônios. Eles são classificados quanto a sua organização em: Neurônios unipolares, bipolares, pseudounipolares e mulpolares. Neurotransmissores – Substâncias químicas liberadas pelos neurônios para a troca de informações entre eles. A maior parte deles divide-se em três categorias: Aminoácidos, aminas e peptídeos. Principais neurotransmissores: Dopamina, Serotonina, Acetilcolina, Noradrenalina, Àcido Gama Amino Butírico (GABA), Glutamato, Peptídios Endorfina / Encefalinas. Neuroplasticidade – É a capacidade que os neurônios tem de formar novas conexões a todo momento, de transformar sua estrutura e função em decorrência dos padrões de experiência, ocorrendo em três estágios: desenvolvimento, aprendizagem e após processos lesionais. Conclusão A imensa e fundamental importância de toda a complexidade do nosso Sistema Nervoso Central (SNC), Medula Espinhal, Sistema Nervoso Periférico (SNP), Neurônios, Sinapses, Neurotransmissores, Neuroplasticidade e todo seu delineamento, a distinção entre as estruturas da região do cérebro e suas inumeráveis ligações neurais (bilhões) as quais, sem ela; seria impossível salientar qualquer tipo de percepção, função ou disfunção do cérebro humano. Um processo administrado de forma especifica e eficaz que só a “natureza” pode nos proporcionar e ensinar os caminhos deste imenso e valioso ELO da vida, onde sem dúvida a mais emocionante viajem a este novo mundo até então desconhecido em cada detalhe, nos revela o universo em nós, nosso corpo. A investigação dos estudos vai norteando de que forma este complexo sistema trabalha, a importância de cada impulso nervoso, o processo químico de interação dos neurônios na sinapse, as especialidades dos hemisférios direito e esquerdo, o líquido cefaloraquideano da medula espinhal que colabora com o diagnóstico de várias doenças, a importância de se conhecer cada parte deste processo, onde cada estrutura exerce uma função especifica e de suma importância em todo este processo. A Neuroplasticidade nos demonstra que o cérebro humano é um dos processadores mais poderosos do mundo com toda sua complexidade de alterar tanto sua estrutura funcional nos traumas (lesionais), como estruturais, pela capacidade do cérebro de alterar sua estrutura física como resultado da aprendizagem. Algumas destas observações aqui citadas deslumbram a imensidão de conexões ainda à serem descobertas, em cada detalhe o que realmente levará tempo e estudo. Mas, com toda a certeza o Sistema Nervoso Central (SNC) e seus milhões de estímulos dos diferentes órgãos sensoriais, assim como, nos apresentará muitas perguntas, também nos oportunizará inumeráveis e grandes descobertas ao longo deste processo de estudo.

Resenha - NEUROCIÊNCIAS E OS TRANSTORNOS DA APRENDIZAGEM

Neurociência, Psicopedagogia e Pedagogia Hospitalar para Crianças, Adolescentes e Idosos.

NEUROCIÊNCIAS E OS TRANSTORNOS DA APRENDIZAGEM



Psicopedagogia

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Código nacional de doenças CID 10 padrões normais de aquisição de habilidades são perturbados desde os estágios iniciais do desenvolvimento. Ao contrário, pensa-se que os transtornos originamse de anormalidades no processo cognitivo, que derivam em grande parte de algum tipo de disfunção biológica.


Atenção - Atividade mental onde o esforço voluntário em manter o foco, em detrimento da imensa quantidade de informação disponível.

Vigilância - Voltar ao foco de atenção. Tenacidade, manutenção da atenção.
Concentração, manter a atenção voluntaria

Funções principais da atenção - Atenção Seletiva, Sustentada, Alternada (altera o foco da atenção), Dividida (capacidade de focar em dois ou mais contextos).

Alterações - Desatenção, Distração, Distúrbios da atenção (Transtorno do Déficit de Atenção, Hiperatividade) TDAH uma desordem psiquiátrica, definidas em termos comportamentais: social, acadêmica, autoestima, causando prejuízos familiares e sociais (hiperativo impulsivo, desatento, falta de atenção, impulsividade e hiperatividade).

TDAH Transtorno do Déficit de Aprendizagem - Desordempsiquiátrica definidas em termos de comprometimento do comportamento de: ordemsocial, acadêmica e da autoestima, que geram inúmeros prejuízos pessoais,familiares e sociais. Três tipos são subdivididos em: TDAH com predomínio de sintomas de desatenção; com predomínio de sintomas de hiperatividade/impulsividade; TDAH combinado.

Memória - E a capacidade de registrar, fixar, reter, evocar e reconhecer objetos, pessoas e experiências passadas.

Processo de Memorização - Aquisição, Retenção, Recordação. Divide-se em:
Sensorial, Imediata, Recente, de longo prazo, Remota.

Alterações e Transtornos da Amnésia - Danos na parte vital de armazenamento do cérebro. Doenças neurodegenerativas, traumas, derrames cerebrais, insuficiência vascular, alcoolismo, drogadição.

Blackout Alcóolico -  Grandes quantidades ingeridas de álcool, lembranças perdidas neste episódio, são irrecuperáveis.

Síndrome de Korsakoff - Estado grave de amnésia,  causada pelo álcool (encefalopatia), com problemas graves neurológicos.

Amnésia psicogênica - De origem psicológica pode prejudicar tanto a memória remota, quanto a recente quase sempre temporária (crises emocionais). 

Alterações e Transtornos - Amnésia: incapacidade parcial ou total de evocar experiências passadas. Amnésia imediata, Amnésia anterógrada, Amnésia retrógrada; Amnésia lacunar, Amnésia remota.

Classificação das Amnésias - Pela extensão ou pelo mecanismo.

Classificação das Amnésias:  Paramnésias, Hipermnésia.

Distúrbios de Linguagem – Fases, Pré - linguística  apenas fonemas ( sem
palavras de 11 a 12 meses) e Linguística (palavras isoladas) em um processo continuo.

 Etiologia dos Distúrbios da linguagem oral e escrita - Causas Ambientais. Atraso isolado da linguagem expressiva (constitucional), Déficit cognitivo. Déficit auditivo, Alterações específicas.

Dislexia - Distúrbio da aprendizagem caracterizado pela dificuldade de decodificação de palavras simples. Dislexias Centrais e Periféricas (Dislexia fonológica , de superfície , profunda, atencional, por negligência, literal (pura).

Afazias – Região cerebral implicada nos processos de linguagem. Afasia de Broca (afasia de expressão, motora ou não fluente), Afasia de Wernicke (afasia de compreensão, sensorial ou fluente), Afasia global (afasia mista), Afasia Progressiva Primária.

Agnosias -  Grupo de distúrbios da percepção perda da capacidade de reconhecimento de estímulos nas modalidades sensoriais visual, auditiva e na somestésica na ausência de comprometimento do nível de consciência e da sensibilidade. Agnosia visual, (Alexia, Prosopagnosia), Agnosia audutiva, Astereognosia, Desorientação vísuo-espacial, Negligência Unilateral.

 Apraxias - Incapacidade de atos motores sobre comando ou imitação, alguns tipos: Apraxia ideomotora,  Apraxia ideatória, Apraxia construtiva.

 Discalculia - Má formação neurológica (imaturidade das funções neurológicas ou uma disfunção sem lesão) causando dificuldade em aprender tudo o que está relacionado a números. Subtipos: Verbal, Léxica Practognóstica, Gráfica, Operacional, Ideognóstica.

Disortografia - Dificuldade de aprender e desenvolver as habilidades da linguagem escrita.Erros de caráter linguístico-perceptivo, de caráter viso espacial ,de caráter viso analítico,  relativos ao conteúdo, Erros referentes às regras de ortografia.

Depressão – Um conjunto de sintomas que trazem prejuízos significativos na vida social, familiar, escolar, ou outra área importante da vida do indivíduo.
Transtorno Obsessivo Compulsivo - O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é caracterizado pela presença de obsessões e/ou de compulsões. Tende a ser crônico, com os sintomas crescendo ou diminuindo de intensidade ao longo do tempo.
Neurobiologia do Estresse - Conjunto de reações inespecíficas e gerais do organismo frente a estímulos persistentes de natureza aversiva. Um estressor é qualquer evento externo que altera o equilíbrio homeostático.
Fobias – Fobia Social transtorno caracterizado por intensa ansiedade em situações de desempenho social. As formas mais comuns são: altura (acrofobia), animais (zoofobia) doença, sangue (hematofobia), tempestade (astrofobia), lugares públicos (agorafobia) situações sociais, desempenho em público, lugares fechados (claustrofobia) viajar de avião, trens e ônibus.
Hiperatividade e déficit de atenção nos comportamentos sociais - Alterações na atenção e no comportamento, como a hiperatividade e impulsividade, são pesquisadas por diversas áreas, entre elas a saúde e a educação,
Alterações Neuropsicológicas na Criança e no Adolescente - Caracterizadas em três níveis: Funções psicodinâmicas, Funções do sistema nervoso periférico, Funções do sistema nervoso central.
Diferença entre Transtorno, e Dificuldade de Aprendizagem -  Distúrbio comprometimento neurológicos em funções corticais específicas.  Dificuldade  problemas de ordem psicopedagógica e/ou sócio, Transtorno conjunto de sintomas ou comportamentos clinicamente reconhecível.
Segundo o CID-10 como são classificados os transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolares?  Fatores orgânicos, especifícos, ambientais.
Causas relacionadas com a dificuldade de aprendizagem- Causas externas à estrutura familiar e individual, Causas internas à estrutura familiar e individual, Modalidades de pensamento, Fatores de deficiência orgânica.


CONCLUSÃO


Estágios iniciais do desenvolvimento, requerem dentro de um processo educacional, uma real parceria ressaltando que a imensa responsabilidade de uma educação de qualidade, não cabe apenas a escola e sim a todos nós (família, escola, sociedade, etc..).
Muito mais que todas as teorias, a imensa importância de olhares mais atentos direcionados a um processo de observação mais amplo se faz necessário. .Observando que   não há uma única causa para o fracasso escolar e que um aluno com dificuldade de aprendizagem não é um aluno que tem deficiência mental ou distúrbios relativos, na verdade, existem aspectos fundamentais que precisam ser trabalhados: Distúrbios da Atenção,  Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade, Memória, Distúrbios de Linguagem, Dislexia Central e Periférica, Afasias, Agnolias, Apraxias, Discalculia, Disortografia, Depressão, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), Neurobiologia do Estresse, entre outros...
Distúrbios estes que podem ser gerados por uma série de problemas cognitivos ou emocionais que podem afetar qualquer área do desempenho escolar.
As Diferença entre Transtorno, e Dificuldade de Aprendizagem devem ser mais discutidas entre professores, escolas precisam se preparar mais para estes alunos, e famílias e profissionais da educação devem estar envolvidos em parceira. Parcerias estas que se somam aos:  médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos profissionais capacitados e que cuidam dos alunos com TDAH.

 As medidas que venham a ser tomadas em relação ao aluno com TDAH, se não tiver um Olhar adequado do pedagogo, serão apenas medidas isoladas, paliativas e que dificilmente surtirão o efeito necessário. Prevenindo ou detectando as lacunas da educação.